Feminismo

O sexo como armadilha – Parte 1

As feministas impuseram sua cosmovisão e suas normas às questões envolvendo o cortejo e o sexo. Não se sentaram com os homens para definir o que era certo ou errado, aceitável ou inaceitável nessas áreas. Simplesmente disseram “Nós queremos que seja assim” e as coisas estão se encaminhando, inclusive do ponto de vista legal, para que sejam assim. O problema é que a cosmovisão feminista está repleta de pressupostos falsos sobre as relações de gênero, e as normas derivadas deles fazem com que o sexo se torne uma armadilha para os homens. Meu objetivo neste artigo é fazê-los perceber quais são as novas regras sobre o cortejo e o sexo, de tal modo que você não entre numa situação sem saber quais são os riscos.

Comecemos pelo cortejo sexual, pois tudo se inicia com um homem sequioso por fazer sexo abordando uma mulher, desconhecida ou não. Ora, mulher não vem com manual de instrução, e os manuais que os próprios homens escrevem para facilitar a vida dos xavequeiros apenas fornecem instruções de ordem geral, que podem ser úteis na abordagem de certas mulheres e desastrosas na abordagem de outras. Essa é uma lição que todo homem aprende com o tempo: o que serve para uma mulher não necessariamente serve para outra. A cantada que uma garota acha fofa, inspirada e sedutora, outra pode achar asquerosa, deplorável e ofensiva. E, infelizmente, o homem não tem como saber de antemão que reação sua cantada irá despertar. É sempre uma aventura dizer algo de natureza afetiva ou sexual para uma mulher.

Dadas as dificuldades em que os homens se encontram na hora do cortejo, era de se esperar que houvesse alguma tolerância em relação aos seus erros e suas trapalhadas. Não estou dizendo que uma mulher deveria tolerar as investidas reiteradas de um macho inoportuno que já foi dispensado 500 vezes e que, não obstante, continua perturbando-a com uma atenção indesejável. Mas há alguma coisa que se deve tolerar para que o jogo da conquista possa continuar funcionando. Certa vez, conheci uma moça que me disse ter ficado ofendida quando um sujeito a abordou falando dos bens e propriedades que tinha. Talvez ela não tivesse ficado tão ofendida se lembrasse que aquela abordagem deve ter sido bem-sucedida com outras mulheres. Além disso, ser o polo passivo do jogo da conquista é um enorme privilégio. Quem corteja fica com todo o trabalho de chamar para sair e paparicar, além de se expor ao risco de ser rejeitado, ao passo que quem é cortejado não precisa sair do lugar para conseguir sexo e tem como único trabalho dar um veredicto de sim ou não. É justo exigir que quem goza desse privilégio tenha alguma tolerância pelos erros e trapalhadas de quem fica com o ônus de cortejar.

O problema hoje é que as mulheres, doutrinadas pelo feminismo na Escola do Ódio, não querem tolerar absolutamente nada (embora queiram desfrutar dos privilégios que sua posição no jogo da conquista lhes proporciona). Qualquer deslize que você cometa ao cortejar uma mulher pode ser classificado por ela e pela lei como assédio sexual, e você corre o risco de levar um sermão desmoralizante, ter seu nome exposto na mídia para ser difamado e caluniado, perder o emprego e talvez ser preso. Veja alguns dos atos que podem ser considerados como assédio sexual no ambiente de trabalho segundo Wellington Almeida Pinto:

* olhares maliciosos;

* comentários sarcásticos;

* uso de roupas provocadoras ou indecentes;

* convites para sair a uma aventura amorosa;

* caricaturas indecentes;

* palmilhar as mãos constantemente nas costas da vítima;

* apertos de mãos demorados… (p. 12-13).

A vaguidão desses termos e o caráter subjetivo deles é chocante. O que são olhares maliciosos, comentários sarcásticos e caricaturas indecentes? Quem decide isso? Quantos segundos tem que durar um aperto de mão para que ele possa ser visto como demorado? Por que a roupa que o assediador usa pode ser considerada provocadora ou indecente, se as feministas ensinam que a roupa e até mesmo a nudez das mulheres em ambientes públicos nunca podem receber esses qualificativos? E quem define no caso o que é provocador ou indecente? Digamos que um chefe, trabalhando numa sala sem ar-condicionado e num dia de calor abrasante, decida trabalhar com a camisa de botões aberta até o peito. Esse uso da vestimenta é provocante? É indecente? E se esse chefe, no mesmo dia, por infelicidade, tiver esquecido a braguilha da calça aberta? E se uma funcionária entrar na sala com um novo corte de cabelo, e ele, querendo ser gentil, diz-lhe que ela ficou bonita?

As feministas ampliaram de tal forma o conceito de assédio sexual que ele passou a ser aplicado até mesmo em situações que nada têm a ver com o cortejo. Hoff Sommers conta, em Quem roubou o feminismo, que um professor estava em sala de aula discutindo a obra da escritora Isak Dinesen. Ao fim do dia, ele foi chamado à diretoria, onde recebeu uma notificação de que estava sendo acusado de assédio sexual. Ao investigar o caso, ele descobriu que a acusação se deu porque uma de suas alunas considerou a interpretação que ele fez da obra de Dinesen como estreita e “patriarcal”.

Chris Robson, um estudante de pós-graduação da Universidade de Nebraska, recebeu um pedido de duas colegas de trabalho para que retirasse de sua escrivaninha uma foto de sua esposa de biquíni na praia, sob o argumento de que ela objetificaria as mulheres. Como o chefe de departamento ficou do lado das queixosas, e para evitar um processo de assédio sexual, Robson não viu alternativa senão retirar a foto.

Em Heterofobia, Daphne Patai conta a história do professor Ramdas Lamb, que tinha o perigoso costume de discutir temas polêmicos com seus alunos em sala de aula, como aborto, eutanásia, racismo, estupro, violência doméstica etc. Quando Lamb decidiu abordar o tema das falsas denúncias de estupro, algumas alunas ficaram ofendidas com a sugestão de que mulheres são capazes de fazer isso e o denunciaram por assédio sexual.

Para resumir, a probabilidade hoje de você cortejar uma mulher e ser acusado por ela de assédio sexual, caso ela não goste da sua abordagem, é enorme. E as sanções que você pode sofrer são tão pesadas que fazem qualquer homem ter saudade daquela época em que o único risco que ele corria era o da rejeição e da humilhação subsequente.

Agora vamos supor que um homem corteje uma mulher e saia ileso dessa aventura temerária, ou seja, sem ser acusado de assédio sexual e sem sofrer as punições para esse tipo de crime. E vamos supor até que ele consiga dar o próximo passo, isto é, levar uma garota para a cama com o consentimento dela. Isso o deixa em segurança? Quem dera! Quantos outros perigos o esperam na hora do sexo! Mas disso eu falo no meu próximo artigo.

Crédito da imagem: https://pt.dreamstime.com/ilustra%C3%A7%C3%A3o-stock-corte-knelling-do-homem-uma-mulher-bonita-image49232098.

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