Feminismo

Pelo direito de ser baranga!

Feministas não se cansam de fazer campanha pela valorização do corpo feminino. O discurso é algo do tipo: “Você não é feia, miga. Você apenas não se encaixa nos padrões de beleza impostos pela sociedade. Aceite-se como você é e seja feliz.”

Eu não ligo se as pessoas querem ser musculosas, atléticas, obesas ou escanifradas. Cada qual faz do seu corpo o que bem entende. Não é da minha conta. O que me incomoda nessa campanha é a cornucópia de mentiras que se esconde nas entrelinhas.

Para começar, veicula-se a mensagem de que os homens são excessivamente exigentes na hora de escolher mulheres. Se elas não forem bonitas, elas não servem. Isso é verdade. Quando um homem olha para uma mulher, a primeira coisa que ele observa é se ela é bonita mesmo. A beleza por si só não é suficiente, mas é um pré-requisito. Um homem é bem capaz de dispensar uma mulher estonteante se ela for insuportável. Contudo, pode a mulher ser inteligente, esperta, agradável e gente boa, mas, se não for bonita, ela nada vale para um homem. Ele só mostrará interesse por ela se estiver na seca há um bom tempo e precisando fazer sexo desesperadamente.

Eu sei que isso pode parecer rude, duro e cruel. Mas quem foi que disse que as mulheres não são igualmente exigentes? Quem foi que disse que as mulheres não estipulam padrões impossíveis para os homens? A diferença é só a natureza das exigências que cada sexo faz ao outro: se os homens procuram mulheres bonitas, mulheres procuram homens que tenham recursos. Quando você nasce homem, mais cedo ou mais tarde você aprende essa lição: sem dinheiro, status ou poder você não é nada. Você não vale pelo que você é. Você vale pelo que você tem, pelo que você pode oferecer.

Mas essa crença, ao contrário do que pensam as feministas, não é legada aos homens pela sociedade patriarcal opressora, pelo machismo ou por qualquer outra bobagem desse tipo. São as próprias mulheres que ensinam isso aos homens, às vezes de forma ostensiva, às vezes de forma sutil. Vou dar alguns exemplos.

De vez em quando, aparece alguma lista na imprensa dos homens mais cobiçados do mundo. Quando analisamos essas listas, observamos que eles não são necessariamente bonitos, inteligentes ou charmosos. Mas eles têm uma coisa em comum: são ricos e poderosos. Nessas listas, é comum ver atores famosos, príncipes, duques, herdeiros de grandes empresas.

Em Por que os homens são como são, Warren Farrell conta que havia em San Diego (lá pela década de 80) um curso chamado “Como casar com o dinheiro”. Ao telefonar para o lugar para saber qual a porcentagem de homens que o frequentavam, ele foi candidamente informado que o curso era só para mulheres. “Para homens é irrelevante”, disse-lhe a instrutora.

Iniciativa semelhante a essa é a School of Affluence (Escola da Riqueza), criada pela sueca Anna Bey, 32 anos, com o objetivo de ensinar “moças ambiciosas a galgar o universo dos homens ricos”. Segundo matéria da Universa, que relatou o caso, entre as “necessidades básicas” da moça está “hospedar-se no centenário hotel Claridge’s, de Londres, onde a diária mais em conta sai por 650 dólares, ou cerca de R$ 2.400.” Se você estiver interessada, ela te ensina como conquistar um milionário que esteja disposto a financiar esse estilo de vida luxuoso.

Existem muitos outros comportamentos femininos que revelam do que as mulheres gostam. Nós homens observamos que, quando um cara se torna rico e famoso, o número de mulheres que o desejam aumenta miraculosamente. E os caras que tiveram tal sorte confirmam que é exatamente assim que acontece. Durante um show, o cantor Neil Diamond desabafou: “Estou aqui, Kathy. O cara espinhento que sentava atrás de você no ginásio… Estou aqui. O Neil, o cara que não era fera para poder te beijar depois das aulas… o sapo da classe… o sapo virou príncipe, Kathy. Esteja você onde estiver… agora todas me devoram com os olhos… engole essa, Kathy… engole essa… devora e engole seu coração… esteja onde estiver…” (1). O cantor L da Vinte, que se tornou famoso com a música Parado no Bailão, contou que “era difícil pegar uma, depois apareceu um monte”. Luan Santana contou que não era muito popular com as garotas na escola. Mas tudo mudou quando começou a fazer sucesso e ganhar dinheiro: “Já, na escola então… Depois que eu fiquei famoso, comecei a ir atrás dessas meninas para ficar com elas. Eu fazia questão. Aí todas ficaram.”

O inverso também se observa com frequência. Quando um homem rico vai à falência e perde o que tem, o casamento nunca dura muito. O amor das mulheres não resiste à pobreza.

Com base nessas experiências, não é à toa que os homens digam coisas do tipo: “Quem gosta de homem é viado, mulher gosta é de dinheiro” e “Um homem sem dinheiro não é nada”. As feministas não gostam que eles digam isso. Mas elas esperavam que eles dissessem o quê? Qual é o homem que não pode contar uma história sobre como foi recusado por uma garota por não ter grana? Ou que, quando começou a ganhar grana, passou a ser loucamente assediado pelas mulheres? As feministas precisam parar de fingir que as mulheres não fazem o que nós homens estamos cansados de saber o que elas fazem.

Outro embuste da campanha é que ela joga nas costas dos homens a responsabilidade por todos os danos sofridos pelas mulheres em sua busca por um corpo perfeito. Se a mulher morre numa lipoaspiração, é culpa dos homens. Se ela sofre de anorexia ou bulimia, é culpa do homem. Se ela desfigura o rosto por excesso de cirurgia plástica, é culpa do homem. Contudo, a relação aqui é assimétrica, pois os danos sofridos pelos homens em sua busca incansável por dinheiro, status e poder não são culpa das mulheres. Um operário morreu fazendo um trabalho perigoso que lhe pagaria mais do que um trabalho leve, limpo e seguro? Mero acidente. Um investidor perdeu tudo o que tinha fazendo umas aplicações financeiras arriscadas? Acidente. Um chefe de rebelião que aspirava alcançar o trono é capturado, preso, espancado e decapitado? Acidente.

O terceiro problema dessa campanha é o seu caráter de autoilusão. A autoestima, assim como a autoconfiança, não é uma coisa que brota do nada. Pelo contrário, ela depende do sucesso. Se uma mulher vai a uma festa com uma amiga bonita e essa amiga recebe todos os olhares de desejo, todos os convites para dançar, todas as propostas de namoro, não há força no universo capaz de fazer com que essa renegada se sinta bem, feliz e com a autoestima elevada. Ninguém consegue se enganar a tal ponto. Se você quiser elevar a autoestima de uma mulher, é preciso torna-la desejável para o maior número de homens possível. É preciso fazer com que os homens fiquem a seus pés, que eles a bajulem, papariquem, mimem e lhe prometam o universo em troca do seu amor. E, dado que os homens só estão dispostos a isso quando a mulher é bela, o jeito é incentivar as mulheres a fazer os sacrifícios pela beleza que as mulheres espertas fazem.

Se os homens fossem tão ridículos como as feministas são, eles estariam agora fazendo campanha pelo fim dos padrões financeiros que as mulheres impõem a eles. Eu poderia estar agora dizendo: “Eu não sou pobre. São os padrões financeiros impostos pelas mulheres que me fazem parecer pobre. Os dez reais que eu tenho na conta do banco são o bastante para que eu me considere rico.” Graças ao bom Deus, os homens não fazem isso. Em vez de ficar reclamando, eles correm atrás do que as mulheres querem. Eles pegam os empregos mais pesados, arriscados e perigosos, eles trabalham sob sol, chuva ou granizo, eles aceitam viajar a trabalho e ficar longe da família por longo período de tempo – e eles fazem esses sacrifícios porque sabem que esses trabalhos pagam mais e que mais dinheiro no bolso significa maior acesso sexual às mulheres.

O fato de as mulheres não estarem querendo fazer sacrifícios equivalentes a esses (na verdade, nunca são equivalentes) pelos homens é apenas um sintoma do feminismo que está rolando por aí: um feminismo que é baseado no ódio contra homens. As feministas ensinaram as mulheres a desprezar os homens e disseram-lhes que era correto não fazer nada por eles, nada que lhes agradasse, nada que lhes desse prazer. Daí a vontade incontornável delas de obrigar os homens, que são biologicamente programados para apreciar a beleza feminina (pois ela é sinal de fertilidade), a aceitar a baranguice. O ódio aqui está misturado à arrogância. Uma posição humilde no amor é dar ao outro aquilo que ele quer. Ao forçar os homens a gostar da fealdade, as feministas estão querendo dar para os homens não o que eles querem, mas o que elas acham que deveriam querer.

(1) – Citado por Farrell em Por que os homens são como são.

Crédito da imagem: https://piaui.folha.uol.com.br/materia/maquiavel-e-a-mulher-mais-feia-do-mundo/.

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